quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

2018 Preview #12 – É desta Uran??




   2017 foi um ano positivo para a Cannondale-Drapac, top10 em todas as grandes voltas, com Formolo no Giro, Woods na Vuelta, e Uran em 2º no Tour. Para além dos top10, conquistaram ainda etapas no Giro e no Tour. Mesmo com a lesão de Vanmarcke, van Baarle e Langeveld fizeram provas extraordinárias nas clássicas do Norte e Woodss assegurou uma prestação competitiva nas Ardenas!!

   Para 2018, a equipa deixa de ser Cannondale e o novo patrocinador é apelidado de Educacion First, ficando o nome da equipa como Team EF Education First – Drapac.


   Para a próxima temporada entram na equipa vários ciclistas, dos quais se destacam o veterano Matti Breschel, corredor de equipa e que será uma importante ajuda dentro das provas mais importantes; Sacha Modolo, sprinter italiano que abandonou a Emirates após a chegada de Kristoff, que lhe iria tirar espaço; Logan Owen, jovem sprinter americano que chega ao World Tour vindo da Axeon e que tem tudo para mostrar todo o seu potencial e Daniel Moreno, veterano trepador que será uma importante peça no ataque da Education First a uma das grandes voltas.

   No entanto, e com toda a demora em encontrar um novo patrocinador, peças demasiado importantes abandonaram a equipa, como é o caso de Davide Formolo que ruma à Bora, Dylan van Baarle que se muda para a Sky, Alberto Bettiol para a BMC e Ryan Mullen para a Trek-Segafredo.


   Para a temporada que em breve se inicia, os objetivos da equipa deverão passar por conquistar uma grande volta com Rigoberto Uran, brilhar nas clássicas do Norte com Sep Vanmaarcke e com Michael Woods nas Ardenas, e ainda conquistar etapas com os sprinters e homens mais combativos da equipa, como por exemplo Pierre Rolland.

    A meu ver, será um ano mais complicado para esta equipa do que aquele que foi 2017! O que esperam deles este ano??

Escrito por: Miguel Simões

domingo, 14 de janeiro de 2018

Sagan entra em 2018 vitorioso


O tri campeão mundial, Peter Sagan começou 2018 da melhor maneira, vencendo a prova de abertura do Tour Down Under, denominada People´s Choice Classic.

O pelotão que vai correr a primeira prova do escalão mundial da UCI, percorreu 50,6 kms divididos por 22 voltas na cidade de Adelaide.

Peter Sagan bateu os também tubarões André Greipel, Caleb Ewan e Elia Viviani.

Os seis portugueses presentes na prova não se intrometeram na discussão da prova. Nelson Oliveira e Nuno Bico da Movistar chegaram na 35ª e 39ª posição, respetivamente. O campeão nacional Ruben Guerreiro (Trek) e o ex-campeão do mundo Rui Costa (UAE), integrados no pelotão, foram 46º e 47º. Já os corredores lusos da Katusha, Tiago Machado chegou na 68ª posição e José Gonçalves foi o 73º corredor a cruzar a meta.


O Tower Down Under inicia-se dia 16 (madrugada em Portugal) e terminará no domingo dia 21. Nomes sonantes como Richie Porte, Nathan Haas, Jay MacCarthy, Diego Ulissi, Rui Costa, Domenico Pozzovivo são alguns dos favoritos a vencer a prova Australiana.  

sábado, 13 de janeiro de 2018

2018 Preview #11 – Até que ponto o caso Froome irá afetar a Sky??




   2017 foi um ano melhor que o habitual para a Sky. Parece impossível, é verdade, mas foi! Resumidamente, Chris Froome conquistou finalmente a tão ansiada dobradinha Tour-Vuelta, Michal Kwiatkowski venceu a Milano San-Remo, a Strade Bianche e a clássica de San Sebastian, foi 2º na Amstel, 3º na LBL e 7º na Fleche, Mikel Landa, depois do azar inicial no Giro, ainda foi capaz de levar a camisola de melhor trepador para casa e Gianni Moscon foi 5º na Paris-Roubaix.


   Apesar da grande época que fizeram, para 2018 algumas peças importantes partiram para outros projetos, casos de Mikel Landa para a Movistar, Mikel Nieve para a Orica, Peter Kennaugh para a Bora e Elia Viviani para a Quickstep. No entanto, os reforços não ficam por menos, Jonathan Castroviejo, David de la Cruz, Dylan van Baarle e os jovens Egan Bernal, Kristoffer Halvorsen e Pavel Sivakov são reforços de peso para manter a equipa na senda das vitórias.

   Para 2018, Froome já disse querer apostar no Giro, mas a recente polémica de doping pode colocar o britânico fora de competição por tempo ainda indeterminado. Durante a Vuelta deste ano, Froome acusou positivo por salbutamol, substância que aparentemente ele podia tomar, devido a asma, mas que tinha em concentração duas vezes superior ao permitido no seu corpo. Veremos como esse caso se vai desenrolar e como isto irá afetar a equipa em competição.


   Geraint Thomas poderá ter uma oportunidade de ser o líder no Tour, já que Froome não deve estar presente, e talvez Froome volte a tentar a Vuelta, tendo mais tempo de repouso depois do Giro. Nas Ardenas, Kwiatkowski deverá continuar a ser o líder visto ter estado bem em 2017. Thomas deverá partilhar a Paris-Roubaix com Gianni Moscon para se preparar para o Tour, visto que este ano terá uma etapa de pavê. Nas restantes clássicas do Norte, Gianni Moscon deverá ser o líder e tentar melhorar os resultados do ano passado.

   Que esperam da Sky para 2018?? Que acham que vai resultar do caso Froome??

Escrito por: Miguel Simões.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

2018 Preview #10 – Mentjes de volta às origens.




   O 2017 da Dimension Data foi um ano relativamente razoável… A equipa não tinha propriamente um homem capaz de lutar por voltas por etapas, mas era capaz de estar muito combativo neste tipo de provas. Nas clássicas acidentadas, a Dimension estava, na maior parte das vezes, presente na frente da corrida nos momentos decisivos e alcançou bons resultados. No pavê a história era outra e a Dimension tentava apenas integrar fugas pois não tinha capacidade para disputar este tipo de provas.


   Para 2018, e numa tentativa de se tornar mais competitiva, a Dimension contratou um “homem da casa” para voltas por etapas, Louis Mentjes, sul-africano com provas dadas, nomeadamente no Tour. Para as clássicas, a perda de Nathan Haas poderá ser notada, visto que era o único capaz de estar competitivo na equipa, no entanto a entrada de Tom Jelte Slagter deverá compensar, em parte, esta perda. O jovem britânico Scott Davies é mais um bom trepador que traz ainda mais qualidade a esta equipa.

   Nas saídas, para além da significativa perda de Nathan Haas, também Omar Fraile abandonou a equipa para se juntar à Astana. Veremos como a equipa se consegue adaptar a este novo ano sem duas das mais importantes peças das últimas temporadas.


   Na próxima temporada, a principal aposta da equipa deverá recair num top10 no Tour com Louis Mentjes e na conquista de etapas, na mesma prova, com Mark Cavendish. Jelte Slagter deverá ser o líder nas Ardenas e em mais clássicas deste tipo. No pavê, a equipa deverá tentar animar as corridas através da presença em fugas. Para além disto, Boasson Hagen deverá ser um dos líderes da equipa em provas propícias a bons finalizadores mas um pouco mais duras, como por exemplo, a volta à Noruega ou a volta ao Reino Unido. Para além disto, deverá estar super combativo numa grande volta e até nos sprints quando a equipa dele necessitar!! O restante do coletivo deverá passar a maior parte da temporada como gregários ou com um papel livre que lhes permitirá lutar por etapas.

   O que esperam da Dimension para 2018?? 

Escrito por: Miguel Simões.