domingo, 4 de março de 2018

Arnaud Démare primeiro líder do Paris-Nice.


O corredor francês Arnaud Démare (FDJ) venceu a primeira etapa do Paris-Nice, uma tirada com ligação entre Chatou e Meudon, após 135 quilómetros de extensão.

Démare bateu ao sprint o espanhol Gorka Izaguirre (Bahrain-Merida) e o francês Christophe Laporte (Cofidis), segundo e terceiro, respetivamente.

Foi preciso recorrer ao photo-finish para encontrar o vencedor do dia, com Demare a receber a confirmação de vitória, e a liderança da prova.

A etapa foi animada por um trio, Pierre Rolland (EF Drapac Cannondale), Pierre-Luc Périchon (Fortuneo-Oscaro) e Jurgen Roelandts (BMC). O trio chegou a ter 3 minutos de vantagem para o pelotão.

Quem se pode queixar da sorte é Tejay Van Garderen (BMC), o americano caiu na etapa de hoje, e acabou mesmo por abandonar.

O dia também não foi o melhor para Rui Costa (UAE Emirates), esteve envolvido numa queda, e terminou a etapa no 153º, a 17m33s. Tiago Machado (Katusha), foi 85º, a 1m38s de Demare.

Na geral, Démare é líder, com Izaguirre no segundo posto a 4s, e Laporte no terceiro, a 6s.
 
O pelotão amanhã regressa para a segunda etapa, uma ligação entre Orsonville e Vierzon, com 187 quilómetros de extensão.

Escrito por: Marco Faria

sábado, 3 de março de 2018

Tiesj Benoot vence Strade Bianche atípica.





O jovem belga de 23 anos Tiesj Benoot, da Lotto Soudal, foi o grande vencedor da Strade Bianche, prova de 184km realizada hoje em solo italiano, marcada por 63km em gravilha, distribuídos por 11 troços, que prometiam ataques e espetáculo.

A prova começou de forma agitada com 10 homens a formarem a fuga após cerca de 40km, entre os quais, Edvald Boasson Hagen (Dimension Data), Pierre Latour e Quentin Jauregi (AG2R), Truls Korsaeth (Astana), Mark Padun (Bahrein), Valentin Madouas (FDJ), Sepp Kuss (Lotto Jumbo) e Victor Campenaerts (Lotto Soudal). No entanto o pelotão nunca os deixou ganhar muito avanço, tendo sempre a corrida controlada.

A cerca de 65km do final, no setor 7 de gravilha, o pelotão e a fuga aceleraram e fragmentaram-se, com 3 corredores a ficarem na frente da corrida, Madouas, Latour e Jose Joaquin Rojas (Movistar) que entretanto tinha saltado do pelotão, que agora se encontrava extremamente reduzido.

Terminado o setor 7 e já com o setor 8 à vista, 10 homens saltaram do pelotão e foram em busca do trio da frente, entre os quais o vencedor do ano passado, Michal Kwiatkowski (Sky), Alejandro Valverde (Movistar) e Wout Van Aert (Verandas). Ao chegar ao final do setor 8, vários homens do grupo de trás colaram nos 13 da frente, incluindo o campeão do mundo Peter Sagan (Bora) e Romain Bardet (AG2R). E foi o francês que, sem perder tempo, lançou se ao ataque, levando consigo o belga Wout Van Aert. A partir daqui a corrida ficou ainda mais descontrolada, com o duo da frente a trabalhar bem e os vários grupos de trás demasiadamente descoordenadas na tarefa de perseguir, o que provocou um rápido aumento da vantagem dos dois fugitivos.

Sem que nada o esperasse, Tiesj Benoot (Lotto Soudal) lançou se ao ataque levando consigo o seu compatriota Pieter Serry (QuickStep), a pouco menos de 35km do final, sem resposta dos outros homens do grupo em que seguiam. Aproveitando o facto de estarem mais frescos que os homens da frente, os belgas recuperaram alguma da desvantagem, que depois se estabilizou nos 40 segundos. Mais atrás não havia entendimento na perseguição, que estava entregue apenas a Marcus Burghardt e o grupo dos principais favoritos rodava a 2 minutos da frente.

A cerca de 15km do final, Benoot lançou se em solitário, deixando Serry nas covas. Rapidamente o belga chegou à frente e praticamente passou direto pelo duo que liderava a corrida. Cá atrás, Valverde lançava-se ao ataque, seguido por Stybar, assim como um trio da Bora, entre os quais, Peter Sagan, mas infelizmente para eles era tarde demais.

Benoot cavalgou em solitário até à meta, vencendo com autoridade e tranquilidade. Em segundo, ficou Romain Bardet após deixar o belga Wout Van Aert para trás na última subida. O belga acabou em terceiro mas quebrou de forma monumental na última subida, tendo mesmo feito alguns metros mais duros com a bicicleta na mão. Valverde, com uma enorme recuperação, terminou em 4° e Peter Sagan na 8ª posição.

Quanto aos portugueses, José Gonçalves foi 27° a 9'46" de Benoot, sendo o melhor da Katusha. Nélson Oliveira foi 46° a 19'27" e Nuno Bico não terminou a prova.

Top10 final:
1°) Tiesj Benoot (Lotto Soudal) 5h03'33''
2°) Romain Bardet (AG2R) +39"
3°) Wout van Aert (Verandas) +58"
4°) Alejandro Valverde (Movistar) +1'25"
5°) Giovanni Visconti (Bahrein) +1'27"
6°) Robert Power (Mitchelton) +1'29"
7°) Zdenek Stybar (QuickStep) +1'42"
8°) Peter Sagan (Bora) +2'08"
9°) Pieter Serry (QuickStep) +2'11"
10°) Gregor Muhlberger (Bora) +2'16"

Escrito por: Miguel Simões

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Michal Kwiatkowski vence Volta ao Algarve.




Michal Kwiatkowski (Sky) venceu a quinta e última tirada da Volta ao Algarve, uma ligação entre Faro e o Alto do Malhão, após 173,5 quilómetros.

A decisão da tirada e da geral começou a moldar-se logo aos 15 quilómetros da tirada, com um grupo com 31 corredores saltou para a frente da corrida. Nesse grupo estava o polaco da Sky.

As formações rivais à Sky deixaram o grupo ganhar tempo na frente, levando assim esta movimentação a resultar, coroando assim com sucesso a tentativa da Sky.

Os mais combativos do dia foram Lukas Postalberger (Bora-Hansgrohe) atacou na parte mais acidentada, juntou-se depois Zdenek Stybar (QuickStep-Floors), já cumprida a primeira passagem pelo Malhão. O checo acabou por entrar isolado na subida final, sendo alcançado por Kwiatkowski dentro dos 2 quilómetros finais.

De destacar a boa prestação de Ruben Guerreiro (Trek-Segafredo), que terminou a etapa no segundo posto, a 4s de Kwiatkowski. O terceiro foi Serge Pauwels (Dimension Data), a 8s.

Com Kwiatkowski subiu a primeiro lugar na geral, com Geraint Thomas (Sky), no segundo posto a 1m31s, e Tejay van Garderen (BMC), no terceiro a 2m16s.
Nelson Oliveira desceu para o 10º posto a 2m54s.

Gustavo Veloso (W52-FC Porto) foi o melhor representante das formações portuguesas, no 19º posto, a 1m42s de Kwiatkowski. Na geral o melhor foi Vicente de Mateos (Aviludo-Louletano, no 17º posto, a 3m47s.

Escrito por: Marco Faria